Plantas para apartamento

Espécies que se adaptam bem à meia-sombra e que não requerem muitos cuidados, como as samambaias, são as ideais
Quem mora em apartamento sabe da dificuldade que é cultivar plantas. Mas as aparências enganam. Consultamos três especialistas no assunto e reunimos dicas importantes para acertar na hora da compra e do cultivo . Daqui pra frente, tudo vai ser diferente, pode acreditar.
O primeiro passo é checar as possibilidades na casa, uma vez que não há área externa . “Escolha as plantas em função das características do local onde ficarão”, ressalta o arquiteto paisagista Marcos Malamut, da Proflora.
Por isso, para interiores, dê preferência a exemplares que possam ser cultivados à meia-sombra . “Aqueles que precisam de luz solar direta raramente se adaptam a espaços internos. A luminosidade disponível dentro de casa, mesmo próximo de janelas , é insuficiente para se desenvolverem com saúde”, completa Malamut.
Mas atenção, isso não quer dizer que a espécie vive na penumbra . “Todas elas precisam de claridade, até mesmo as consideradas de meia-sombra”, diz a paisagista Iris Miranda, da Caicó Garden.
Outro item relevante é prestar atenção na intensidade da ventilação do ambiente. “É importante para a maioria das espécies. Porém, algumas possuem folhagem sensível , como a peperômia e a violeta . O excesso pode causar a queda ou o amarelamento das folhas”, aponta Iris.
Qualquer cômodo pode receber um pouco de verde , inclusive banheiro e cozinha, porém é preciso observar alguns detalhes. “Estes são locais mais úmidos e a uma boa circulação de ar é imprescindível”, explica Malamut.
Mais importante que o material, cor ou formato do vaso é a composição elaborada para receber a planta. “Boa drenagem é o segredo. Vale deixar uma camada generosa de pedriscos em sua parte inferior para garantir que o excesso de água escorra com facilidade ”, ressalta Malamut.
Lembre-se: a planta está em um espaço reduzido, por isso é preciso que o substrato seja rico em nutrientes. Para isso, basta seguir uma receita simples. “Misture partes iguais de terra e matéria orgânica para compor um solo aerado e com boa absorção”, diz a paisagista Meire de Carvalho.
Depois do exemplar se adaptar ao local, será preciso adubá-lo frequentemente para manter o desenvolvimento sadio. “O processo varia de acordo com a espécie cultivada, que pode variar de 30 dias a três meses. Para saber qual o mais indicado, consulte um especialista”, sugere Meire.
FONTE: https://delas.ig.com.br
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